MERCADO DE TRABALHO: Desemprego em São Paulo se mantém em nível elevado

A taxa de desemprego na região metropolitana de São Paulo atingiu 18,8% em maio, acima do mês anterior (18,6%) e também de maio do ano passado (17,6%), segundo pesquisa da Fundação Seade e do Dieese. Foi a maior taxa para maio desde 2004. O número de desempregados foi estimado em 2,119 milhões, 31 mil a mais em um mês e 142 mil a mais em um ano.

De abril para maio, a ocupação variou 0,1%, com acréscimo de 11 mil postos de trabalho, levando o total de ocupados na região a 9,150 milhões. A população economicamente ativa (PEA) tem mais 42 mil (0,4%), levando ao aumento do número de desempregados. Em 12 meses, são 37 mil a mais na PEA (0,3%) e menos 105 mil ocupados (-1,1%). A ocupação, em termos anuais, cai de forma ininterrupta, mas a queda tem registrado menor velocidade nos últimos meses.

Em maio, a taxa de desemprego caiu na chamada sub-região Sudeste, que inclui o ABC (16,4%) e na capital (18,3%). Aumento na sub-região Oeste, que abrange Osasco, Barueri e outros municípios (19,9%) e na Leste, que tem Guarulhos, Mogi das Cruzes e outros (21,8%).

No mês, a ocupação cresceu na indústria de transformação: 2,9%, o correspondente a 38 mil vagas. Também houve alta no comércio/reparação de veículos, com mais 11 mil (0,7%). A pesquisa mostrou redução nos serviços (39 mil, -0,7%) e na construção(17 mil, -2,8%).

Na comparação com maio de 2016, a indústria perde 118 mil postos de trabalho (-8%). A construção perde 16 mil (-2,7%) e comércio/reparação de veículos ficou praticamente estável (mil a menos, ou -0,1%). Serviços tem leve alta (0,4%), com 21 mil vagas a mais.

O emprego formal mantém tendência de queda. São menos 22 mil postos de trabalho com carteira no mês (-0,4%) e menos 167 mil em 12 meses (-3,3%). Cresceram as vagas sem carteira e de autônomos.

Estimado em R$ 1.948, o rendimento médio dos ocupados cresceu 1,1% no mês. Em um ano, cai 2,7%.

RBA

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