Maia ameaça acordo do governo e diz que não vai aceitar mudanças na reforma trabalhista

 O presidente da Câmara dos Deputado, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira (12) que não vai aceitar que o governo faça mudanças, através de medida provisória, no texto do projeto de lei (PLC 38) da reforma da legislação trabalhista, aprovada ontem pelo Senado.

“A Câmara não aceitará nenhuma mudança na lei. Qualquer MP não será reconhecida pela Casa”, afirmou Maia pelo Twitter, durante a madrugada, horas depois do fim da sessão do Senado.

Maia Twitter

projeto foi aprovado sem mudanças pelos senadores em relação ao texto aprovado pela Câmara. Para evitar que a matéria fosse alterada, e tivesse que ser submetida novamente à Câmara, os governistas anunciaram que o presidente Michel Temer editaria medida provisória com modificações e vetos em pontos específicos do projeto.

Durante a votação, o líder do governo na Casa, senador Romero Jucá (PMDB-AL), reafirmou que alguns “ajustes” seriam feitos, como nos itens sobre trabalho intermitente, trabalho em gestantes e lactantes em locais insalubres e representação nos locais de trabalho.

Senadores da oposição contestavam o acordo, e queriam que as mudanças fossem feitas durante a votação da proposta. “Quem confia em Michel Temer?”, questionou o senador Jorge Viana (PT-AC).

Para o senador Lindberg Farias (PT-RJ), líder do partido no Casa, o compromisso defendido por Jucá foi “desmoralizado” por Maia, e a decisão de aprovar o texto sem alterações jogou o papel de casa revisora do Senado “no lixo”.

RBA

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