Trabalhadores dos Correios em quatro estados decidem adesão à greve

Trabalhadores ligados à Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect, ligada à CTB) nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Maranhão decidem nesta terça-feira (26) se aderem à greve da categoria, que já alcança outros 23 estados do país, mais o Distrito Federal. Eles decidirão em assembleia se aceitam a proposta apresentada pela empresa – reajuste de 3% nos salários e demais direitos a partir de janeiro do próximo ano.

A direção da Findect afirma que considera que a negociação evoluiu, partindo de uma proposta que retirava uma série de direitos para outra, que preserva as cláusulas presentes no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A entidade, porém, não aceita o reajuste só em janeiro e reivindica a aplicação retroativa à data-base da categoria, que é 1º de agosto. Segundo a Findect a divergência com relação a data da aplicação do reajuste “impede” o fechamento de qualquer acordo e, se a empresa persistir, o caminho deverá ser a adesão à greve.

“Nas assembleias de terça-feira as Direções dos Sindicatos filiados à FINDECT orientarão pela deflagração da greve pelo reajuste salarial retroativo à data base da categoria”, anuncia o site da entidade.

Já a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect/CUT), que representa os demais estados que já enfrentam a paralisação desde a última quarta feira (20) – apenas Roraima não aderiu ainda à greve – alega que não reconhece os termos apresentados à outra federação, e aguarda a mediação da Justiça do Trabalho.

Eles reivindicam 8% de reposição salarial e reajuste de 10% no valor dos demais direitos, e alegam que a direção dos Correios emperrou as negociações durante mais de 50 dias, sem apresentar proposta que não fosse a retirada de cláusulas já existentes no acordo em vigor.

Os trabalhadores da Fentect alegam que os cortes nas cláusulas do acordo e ameaças de demissão motivadas fazem parte de estratégia por parte do governo Temer para reduzir custos de operação da empresa com a intenção de privatizá-la. Com o “Nossos direitos e empregos ficam, Guilherme Campos sai”, os trabalhadores pedem a saída do presidente dos Correios, e cogitam realizar mobilizações em Brasília contra os cortes e o risco de privatização.

RBA

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