Em São Paulo, MTST ocupa Secretaria da Habitação e cobra respostas do governo Alckmin

Movimento exige que o governo do estado cumpra determinação do Tribunal de Justiça e dê uma solução para as cerca de 8 mil famílias da Ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo do Campo

Centenas de militantes e o líder do MTST, Guilherme Boulos, no interior do prédio da Secretaria Estadual de Habitação

Centenas de militantes e o líder do MTST, Guilherme Boulos, no interior do prédio da Secretaria Estadual de Habitação

RBA

Cerca de 900 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ocuparam ontem (6) a sede da Secretaria estadual de Habitação de São Paulo, no centro da cidade. O objetivo da ação é cobrar respostas do governador Geraldo Alckmin (PSDB) sobre a inclusão das 8 mil famílias da ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, em programas habitacionais do estado.

O MTST exige que o governo de Alckmin cumpra o determinado pelo Tribunal de Justiça (TJ-SP). Há dois meses, o tribunal adiou a ação de despejo das famílias que estão na ocupação de São Bernardo e exigiu nova tentativa de acordo entre o MTST, a MZM Construtora, proprietária da área, e os governos municipal, estadual e federal.

Segundo o MTST, depois da marcha de São Bernardo até o Palácio dos Bandeirantes, no dia 31 de outubro, foram realizadas quatro reuniões com o governo estadual, sem qualquer avanço. O ato também cobrou a regularização de terrenos ocupados para que possam ser destinados à moradia popular.

O MTST informou que permanecerá por tempo indeterminado acampado na secretaria, buscando uma solução que assegure o direito à moradia das 8 mil famílias que ocupam o terreno e evite um despejo, que “seguramente se transformaria numa tragédia social”.

Na próxima segunda-feira (11), uma nova reunião do Grupo de Apoio às Ordens Judiciais de Reintegração de Posse (Gaorp/TJ) decidirá o destino da ocupação.

Assista à reportagem da TVT:

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