Marco Aurélio libera Andrea Neves de prisão domiciliar e do uso de tornozeleira eletrônica

Em prisão domiciliar, Andrea não podia ter contato com investigados na Lava Jato

Em prisão domiciliar, Andrea não podia ter contato com investigados na Lava Jato

Congresso em Foco

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), da prisão domiciliar, bem como do uso de tornozeleira eletrônica. Além de livrar Andrea das medidas alternativas, a decisão também tira a proibição imposta à irmã de Aécio de sair do país, a desobriga de entregar o passaporte, e tira a restrição de manter contato com os demais investigados na Operação Lava Jato.

Na decisão, Marco Aurélio atende pedidos protocolados pelas defesas de Frederico Pacheco de Medeiros, primo de Aécio, e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zeze Perrella (PMDB-MG). No despacho, o ministro aproveita para estender a liberação para Andrea Neves sob a justificativa de que “é idêntica a situação jurídica” da irmã de Aécio.

A decisão foi proferida no dia 2 de dezembro, mas tornada pública nesta quinta-feira (7). Presa em 18 de maio, Andrea Neves é acusada de pedir dinheiro para o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, em nome do irmão. O dinheiro foi entregue a Frederico Pacheco, que foi filmado recebendo os R$ 2 milhões.

Em 2 de junho de 2017, a PGR apresentou denúncia contra os três, junto com Aécio Neves, por corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e tentativa de obstruir investigações. O inquérito é decorrente da delação premiada do empresário Joesley Batista, dono da JBS.

O inquérito apura o pedido, feito por Aécio Neves a Joesley Batista, de R$ 2 milhões para pagar advogados. Para a procuradoria-geral da República, o dinheiro teria sido solicitado em troca de atuação política a favor da JBS. O senador nega e diz não haver ilegalidade, tratando-se de um empréstimo pessoal.

Andrea, Mendherson e Frederico Pacheco seriam intermediários no esquema. Os três chegaram a ser presos em regime fechado, mas estavam em prisão domiciliar desde junho.

Aécio Neves também foi alvo de medidas cautelares, como o recolhimento noturno, impostas pela Primeira Turma do STF, em decorrência do mesmo inquérito, mas as cautelares contra o senador foram depois revertidas pelo plenário do Senado.

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