Maduro rechaça ofertas de Trump para ajudar venezuelanos

Segundo governo, preocupação de Washington com crise na Venezuela é “cínica”. Além de apontar tentativas de desestabilização e sanções, Caracas exortou Trump a melhorar condições críticas da própria população.

Governo Maduro pede fim de perseguição política e econômica e de ameaças à segurança e integridade da Venezuela por Trump

Governo Maduro pede fim de perseguição política e econômica e de ameaças à segurança e integridade da Venezuela por Trump

DW

O governo de Nicolás Maduro declarou neste sábado (16/12) que os Estados Unidos “burlam” a comunidade internacional ao oferecerem ajuda humanitária à Venezuela, enquanto “persiste com as tentativas de desestabilização e ataca com sanções económicas”.

Em comunicado, o executivo do presidente Maduro “rejeita categoricamente o cínico anúncio” da porta-voz do Departamento de Estado americano, Heather Nauert, nesta sexta-feira, declarando a preocupação de seu país para com o povo venezuelano, que vive “péssimas condições”, indicando que Washington está pronto a abastecer a população com comida.

Esses fornecimentos “poderão ser disponibilizados de imediato caso o governo da Venezuela aceite assistência humanitária internacional”. Nauert instou Maduro a “deixar de negar as necessidades do seu povo e permitir que lhe chegue ajuda da comunidade internacional”.

O executivo venezuelano disse hoje estar surpreendido que os EUA “estejam em condições de oferecer alimentos e outro tipo de ajuda de emergência à Venezuela, quando há poucas semanas foi incapaz de responder corretamente à crise causada pela temporada de furacões em Porto Rico”.

A administração Maduro exortou o presidente Donald Trump a se esforçar para melhorar as “condições críticas” em que vive um “amplo setor” da população americana. Além disso, pediu que Trump ponha fim à “perseguição política e econômica” e às “ameaças à segurança e integridade” da Venezuela.

A nação sul-americana atravessa uma crise econômica, com escassez de alimentos básicos e medicamentos, acarretando hiperinflação, que os críticos de Maduro atribuem às “más” políticas do presidente venezuelano.

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