Boulos sobre prisão de Lula: ‘Eles acham que vai haver silêncio? Não vai ser assim’

Pré-candidato à Presidência da República pelo Psol diz que Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo, é o centro da resistência contra a prisão de Lula

Para Guilherme Boulos, é preciso resistir à prisão de Lula e aos ataques à democracia no Brasil (Gian Martins)

Para Guilherme Boulos, é preciso resistir à prisão de Lula e aos ataques à democracia no Brasil
(Gian Martins)

RBA

Resistir. Essa é a posição de Guilherme Boulos, pré-candidato à Presidência da República pelo Psol e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). “Eles acham que vai haver silêncio? Não vai ser assim”, afirmou, em entrevista à Rádio Brasil Atual, no início da tarde desta sexta-feira (6).

Boulos lembrou que há quase 40 anos, o Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo, foi invadido pela ditadura e agora, quatro décadas depois, volta a ser um local de resistência. “É um momento histórico na luta pela democracia. A prisão de Lula é um acinte, um ataque à democracia. Estar com Lula é defender a democracia e o Brasil. Vamos resistir!”, afirmou.

O pré-candidato e líder do MTST disse que a orientação para os movimentos sociais, militantes e população em geral, é que todos se dirijam ao sindicato, no ABC paulista. “A resistência é aqui”, declarou, ponderando, porém, que outros atos também estão acontecendo em diversas cidades do Brasil.

Boulos criticou ainda o que chamou de partidarização de parte do Judiciário brasileiro. “Juiz tem que julgar, não tem que fazer política partidária”, analisou, e citou a maioria “casuística” que se formou no Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“É grave, a democracia está em risco.”

Deixe o seu comentário