Analista que defende pedofilia e assassinato de gays é preso em Curitiba

Polícia Federal prende analista que defende estupro de mulheres, pedofilia e morte de gays, negros e comunistas. Ele já havia sido preso pelas mesmas razões em 2012

Marcelo Valle Silveira Mello fotografado fazendo saudação nazista

Marcelo Valle Silveira Mello fotografado fazendo saudação nazista

Pragmatismo Político

Marcelo Valle Silveira Mello foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (10) em sua casa, em Curitiba (PR). O rapaz é um conhecido extremista que vaga pela internet defendendo a pedofilia, o estupro de mulheres e a morte de negros, homossexuais e ‘comunistas’.

O criminoso gerenciava páginas que traziam até manuais sobre como violentar menores de idade. Além disso, Marcelo Mello também é investigado por ameaçar juízes, promotores, policiais, órgãos públicos e universidades.

Analista de sistemas, Mello havia sido preso pelas mesmas razões em 2012, junto com o técnico em informática Emerson Rodrigues — este último aventurou-se recentemente no setor de comentários do Pragmatismo Político com mensagens de ódio direcionadas ao site e aos leitores.

Entre os alvos dos ataques da dupla, à época, estavam figuras públicas como o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) e a blogueira feminista Lola Aronovitch, que escreveu sobre os ataques aqui.

Condenados em 2013 eles cumpriram pena até 2015, quando foram soltos por um indulto judicial. Desde então, a produção de sites e fóruns de ódio voltou com força total, como já havia observado a própria Lola.

Responsável pela prisão de Marcelo, o delegado Flavio Setti afirma que Mello é acusado dos crimes de racismo, ameça, incitação ao crime e terrorismo.

“Voltamos a receber muitas denúncias do Brasil todo e as investigações mostraram que o Marcelo novamente estava por trás. Ele mandou mensagens a universidades, por exemplo, dizendo que iria explodir uma bomba e matar centenas de pessoas”, disse o delegado.

Ainda de acordo com o delegado Flavio Setti, não há provas que liguem Emerson Rodrigues aos novos crimes. Desde 2012, os dois são figuras recorrentes em matérias do Pragmatismo Político.

Operação

A operação da Polícia Federal contra os crimes de racismo, ameaça, incitação ao crime e terrorismo na internet aconteceu na manhã desta quinta-feira (10), envolveu mais de 60 agentes e foi batizada de “Bravata”.

Além de prender Marcelo Mello, a PF cumpriu outros oito mandados de busca e apreensão em Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Santa Maria (RS) e Vila Velha (ES).

Segundo a PF, há evidências de que os investigados nessa operação são os responsáveis por ameaças à bomba enviadas a diversas universidades brasileiras.

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